Reconhecendo o Senhor como dono de tudo

enviado originalmente em 21/02/2017 para os seguidores cadastrados em nossa newsletter.
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“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”. Salmos 24:1

Olá, aqui é o Anderson!
Espero que esta o encontre na graça redentora e na paz reconfortante de NSJC.

Nossa reflexão desta semana, assim como na semana passada, aparentemente versa sobre um assunto óbvio quando falamos com Cristãos que já caminham na luz há algum tempo. Mas permita-me trazer uma nova reflexão sobre esse tema. Essa é uma das características que torna a Palavra de Deus viva e eficaz. Separe 10 minutinhos do seu tempo para ter esse momento à sós com Deus.


Inúmeras passagens bíblicas ressaltam o poder e o governo de Deus sobre todas as coisas. Todos os autores bíblicos em algum momento enaltecem sua glória e majestade. Até o mais novo convertido, antes mesmo de assumir a sua condição de pecador e que o único que o pode livrar desta condenação é o Senhor Jesus, já entendeu em seu coração que tudo que existe à sua volta só foi possível pelas mãos do Criador.

 

“Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.” 1 Crônicas 29:11 e 12

Um crente fiel reconhece que Deus é o Senhor de tudo. Ele é dono de todas as coisas e circunstâncias. Nenhuma riqueza ou poder pode ser criado pelo homem.

Até aqui, estamos juntos? Perfeito!  Se você não discorda destas afirmativas, aqui vão 2 aplicações práticas que você deve incorporar à sua vida imediatamente se quiser ser aprovado por Deus como um mordomo 100% fiel:

1) Se Deus é dono de todas as coisas Êle também é dono do dinheiro que está com você.

Inclusive dos 90% que “sobraram para você” após você ter entregue o seu dízimo. Tudo. Tudinho mesmo!

Não estou falando que você tenha que fazer alguma entrega adicional em dinheiro na casa do Senhor além do seu dízimo. Estou falando que você tem a obrigação de gastar o que ficou com você prestando contas a Êle de todo o 100% no final das contas (da semana, do mês, do ano, do que for).

Se cremos que Deus é dono de todas as coisas desta terra, e Êle nos confiou este mês a quantia ‘X’ que está nas nossas mãos, é porque Êle entende que esta quantia é suficiente para atender a todas as nossas necessidades, provendo o essencial para nós e nossas famílias, dentro de um padrão razoável, e ainda com capacidade de ajudar a promover a Sua justiça neste mundo.

O dinheiro é uma forma escritural de representação de todas as riquezas que Deus colocou neste mundo e nos deu para administrar. Quando reconhecemos Deus como proprietário de todas as coisas, todas as decisões de gasto do dinheiro que está conosco se tornam decisões espirituais.  Não perguntamos mais: “Senhor, o que Tu queres que eu faça com o meu dinheiro?” e sim: “Senhor, o que Tu queres que façamos com o Teu dinheiro?”

Como não sabem lidar com o dinheiro desta forma, muitos cristãos têm atitudes erradas em relação às posses materiais terrenas, e tomam decisões financeiras incorretas que os conduzem a consequências dolorosas.  Padrões de vida exacerbados, vaidades e excesso de desejos materiais (roupas de marca, carros possantes, celulares top de linha, viagens ao exterior, festas luxuosas, etc.) muitas das vezes construídos à base de gastos sem medida, sem constituir provisão para os dias difíceis ou até através do endividamento sem necessidade.

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes(…).” Hebreus 13:5a

 

Dessa forma, um bom Cristão deve admitir que não pode sair gastando o dinheiro que o Senhor lhe confia de qualquer maneira, visando apenas o seu próprio bem-estar. Antes, deve buscar saber com Deus a melhor maneira de fazer com que este dinheiro satisfaça as necessidades familiares (imediatas e futuras), e possa ser instrumento abençoador de vidas (através de ofertas especiais e caridade).

Quando reconhecemos Deus como proprietário de todas as coisas, entendemos que tudo o que fazemos, seja para nossos patrões, para a sociedade, para a família, para o meio ambiente ou para a Igreja, na verdade estamos fazendo para Deus.  E isso nos leva à segunda aplicação prática de hoje:

2) Se tudo o que fazemos nesta terra é para cuidar do que é de Deus, tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia devemos fazer como se fosse sempre para Êle – porque de fato o é!

O Senhor nos chamou para fazer diferença na sociedade, sendo exemplo em tudo. Não só na questão da honestidade e integridade moral, mas também ao prestarmos um serviço de excelência em tudo o quanto fizermos – e não só quando estamos na Igreja, ou trabalhando em nosso ministério ou pequeno grupo.

 

“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;”  Mateus 5:14

 

Pesquisas dizem que no Brasil 72% das pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho atual. É de se esperar, pela lógica, que muitos Cristãos também o estejam. Talvez você mesmo(a) esteja insatisfeito(a) com seu trabalho. A questão é como você lida com isso.

Mediante a sua insatisfação atual você tem tido uma atuação relapsa no seu trabalho, chegando a qualquer horário, fazendo as coisas de qualquer jeito, perdendo prazos, desperdiçando materiais, passando boa parte do expediente pendurado nas suas redes sociais, indo na onda dos seus colegas e falando mal dos patrões pelos corredores?  Caso afirmativo, isso pode ser a explicação do porque as coisas tem demorado a melhorar para você…

 

“Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores, e em tudo agradem, não contradizendo,” Tito 2:9

 

Pode ser que para as coisas começarem a mudar na sua carreira e na sua vida financeira você tenha que mudar a sua postura quanto à execução do seu trabalho, passando a fazê-lo como se o estivesse fazendo diretamente para o Senhor e consagrando-o (o trabalho) no início e término de cada dia. Independente de quão mal-remunerado ou injustiçado você se considere.

Nesse sentido, um dos exemplos que eu mais gosto é o de José, filho de Jacó. Você conhece a história. Ele foi traído e vendido por seus irmãos, foi parar como escravo no Egito, começou a trabalhar na casa de Potifar e mesmo diante de tanta indignação e revolta que poderia desenvolver.. ele fez um excelente trabalho e adquiriu a confiança de seu patrão. Como recompensa, recebeu da esposa de seu amo uma terrível e mentirosa acusação, pela qual foi preso e foi parar na cadeia. Que injustiça! José tinha tudo para sentar num canto daquela cadeia e ficar reclamando de Deus, dos seus irmãos, dos egípcios, e da vida. No entanto, não foi isso o que ele fez:

 

“O Senhor, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali.  E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o Senhor estava com ele, e tudo o que fazia o Senhor prosperava”. Gênesis 39:21 a 23

 

E o que se sucedeu em seguida, imagino que você também saiba, é que ele foi alçado a Governador do Egito, sendo o braço direito do Faraó. E, mais uma vez, realizou um trabalho de extrema excelência, e no tempo certo – conforme Deus planejara – começou a ser recompensado e abençoado, abençoando inclusive seus irmãos e seu pai.

 

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” 1 Coríntios 10:31

 

Que você possa refletir sobre o que tem feito com os recursos que o Senhor tem colocado em suas mãos para operar, trabalhar, e frutificar. Tenho certeza de que você encontrará bastante espaço para melhorar a sua relação com seu dinheiro e seu trabalho.

Compartilhe essa reflexão com outros irmãos de sua Igreja, discuta esse assunto na próxima reunião de seu pequeno grupo ou Ministério. Veja o que outros irmãos podem pensar e lhe ensinar a esse respeito e se ajudem mutuamente a melhorarem nesse sentido.

Contem sempre comigo! Estarei sempre por aqui.
Forte abraço! Fiquem na Paz!

Anderson de Alcantara


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