A maldição da Classe Média

enviado originalmente em 24/03/2018  para os seguidores cadastrados em nossa newsletter.
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Olá, como vão? Tudo bem?
Que a Graça e a Paz de NSJC estejam convosco!

Hoje eu quero falar com vocês a respeito de um aspecto interessante com relação a como a maioria das pessoas se organizam para formar carreira e ganhar dinheiro.

O padrão da nossa sociedade moderna hoje em dia, ainda, é incentivar o indivíduo desde a infância a estudar, definir uma carreira, trabalhar e se desenvolver na tal carreira a fim de ganhar um bom salário. Seja na iniciativa privada Ou através de um concurso público

Um dos problemas desse modelo é que durante essa trajetória, na qual o indivíduo vai se desenvolvendo na sua carreira, alcançando cada vez mais postos de trabalho melhores e consequentemente salários melhores, acaba se tornando consenso que conforme o indivíduo ou a família forem melhorando a sua renda, ‘mereçam’ também melhorar o seu padrão de vida, incorporando cada vez mais gastos que agora podem ser mantidos através do padrão de renda conquistada.

Dessa forma a família troca seu pequeno primeiro imóvel no subúrbio por outro em um condomínio numa zona mais valorizada da cidade; troca o transporte público por um carro confortável; tira os filhos da escola pública e os colocam na particular; troca o lazer no litoral por viagens internacionais; e por aí afora…

Esse comportamento está descrito no livro “Eu Vou Te Ensinar a Ser Rico” de Ben Zruel, (Editora Gente, 2016) e é chamado pelo autor de “Maldição da classe média”.

Financeiramente falando, fora outros aspectos, um dos problemas desse estilo de vida é que nesse modelo o indivíduo e a família gastam sucessivamente tudo o que ganham para manter um padrão de vida que é automaticamente elevado a cada conquista salarial obtida, sem deixar margem para poupança e formação de reservas.

Ao observarmos os indicadores econômicos de poder de compra, massa salarial, endividamento, e nível de poupança na sociedade brasileira, percebemos que a maioria das famílias no nosso país vive dessa forma.

Apenas 20% das famílias no Brasil possuem uma reserva técnica financeira de segurança adequada; e apenas 6% estão economizando adequadamente hoje para poder sustentar seu padrão de vida atual na aposentadoria.

O problema desse modelo é que as famílias se tornam dependentes da continuidade e do aumento constante da renda para continuar sustentando seu estilo de vida; mas quando acontece uma queda na renda causada por desemprego, perda de comissões, diminuição de faturamento, etc., o estilo de vida fica comprometido e imediatamente há que se fazer cortes bruscos e sacrifícios, o que sempre gera frustração e, em alguns casos, pode até levar à depressão.

Quanto mais alto é o padrão de vida de uma família, mais difícil e sacrificante será adaptar-se a uma nova realidade de renda inferior, se não houve o planejamento financeiro adequado que dê suporte a um período de queda na renda.

É nesta situação que muitas famílias começam a trilhar o caminho das dívidas, de onde ficará muito mais difícil sair conforme o tempo for passando e essa situação for perdurando.

Para isso, o primeiro desafio de cada Cristão é não moldar os nossos desejos aos padrões do mundo. Nossas ambições não devem ser ditadas pela mídia, nossos parentes e amigos, nem mesmo influenciados pelos nossos irmãos.

“Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”
1 João 2:16-17

Em seguida, a missão de um indivíduo ou de uma família que pretendam ser Mordomos Fiéis e ter uma vida financeira equilibrada passa a ser gastar menos do que se ganha, economizando parte do que se recebe, formando com esta sobra primeiramente uma reserva de segurança, para a cobertura de imprevistos e despesas extraordinárias.

Uma vez cumprida esta missão, continuar com esta disciplina (gastar menos do que se ganha e economizar), agora para a formação de patrimônio e construção de riqueza; a fim de conquistar seus objetivos, realizar seus sonhos e ter uma vida tranquila. Sem sustos e sem dívidas.

Comece desde já a se libertar desse sistema escravizante! Torne você mesmo – e sua família – felizes e prósperos antes de enriquecer as empresas e corporações que só querem o seu dinheiro e sacrifício.

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes…”
Hebreus 13:5a

Continuem conosco pois nos próximos conteúdos, por aqui e nas nossas redes sociais, continuaremos falando a respeito.

Contem sempre comigo!
Forte abraço! Fiquem na Paz!

Prof. Anderson de Alcantara

 

 

 

 

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